8 de junho de 2012

Melancólico, Donzela & Escrúpulos Do Amanhã


E esse, sujeito melancólico... Chora donzela, chora pelo que te espera
Erga-me com esses olhos secos que andam cruzando com os meus
Que o coração não repugne e o ladrilhado prevaleça sobre os sonhos
Espelhos meus esfumaçados, ver além da postura, ver o que desejar ver
Como a grandeza explora os teus dramas artifíciais e trás as novas perseguições 
O que é extramente confortante para o orgulho impelido de certezas escuras
Me abrace como o Sol, me proteja como a Lua. Sinta como isso é incrível
É como se meu existir fizesse parte do todo. Gira, gira, gira, gira.. Tudo gira
Se tenho familiaridade com o desconhecido e meu abrigo só existe longe de casa
Doce primavera, doçura donzela entrelaçou as mãos com sua áspera elegância
Jogou as cartas e esperando o valete, a rainha toma a glória derramada em dores
Gotas de repúdio enfeitam o salão, bate e bate o relógio e o tempo não passa
Você é observado pelo que não almeja e deixa de gritar aos escrúpulos do amanhã
Aqui está esta minha caixa de gelo, aqui está as decisões precipitadas que afogaram
E esse, sujeito melancólico... Não entende nada de melancolia, muito menos a donzela.

Daniele Vieira

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