30 de dezembro de 2012

É Delicado, Não É?


É delicado, não é? Tentar desembaralhar todos os meus problemas...
Como posso resolvê-los? O ano está acabando e eu não quero fardos
Acumulados, nem dores, nem amores, nem antiguidades... Não quero mais.
É delicado, não é? Praticar desapego e acabar se apegando mais ainda...
Acho que no fundo tenho uma insegurança que me prende ao passado, 
Sei lá, acho que é isso que me impede de seguir em frente, ou talvez seja o
Medo de não achar o que procuro, de não realizar o que almejo tanto.
É delicado, não é? Esse não saber onde começou e não ter certeza de
Como vai acabar, quando se tem o carma frequentemente ordinário.
Indo e voltando, sempre girando... Me canso só de imaginar os tormentos que 
Terei novamente caso não quebre esse destino, não quero mais casos ordinários.
É delicado, não é? Sofrer por algo sabendo que sofrerá novamente,
Amar alguém sabendo que amará outrem novamente, é constrangedor saber que
A sua jornada você deve caminhar sozinha. É delicado, não é? Viver somente
Para seu Eu, se dedicar somente para si mesma e seu interior... É difícil, 
principalmente para quem só sabe se colocar no lugar dos outros. 
É delicado, não é? Tentar desvendar todos os meus problemas e encontrar
O porquê deles ainda estarem lá... E mesmo que não consiga ao menos resolver
Quem sabe talvez consiga transformar em um fardo mais fácil de carregar.
É delicado, não é? Tentar clarear uma imensidão só com minha solitude.

Daniele Vieira



27 de dezembro de 2012

Worn Down By Time


Cansada do mesmo desfecho
Da mesma decisão sem direção
Ruim doí, rum corroí, riu herói 
Desgastado pelo tempo

Tratando alegorias pálidas
Esmaltadas e sedimentadas 
Com o mesmo aspecto erogêneo
Desgastado pelo tempo

Nada parece mudar, nada parece 
Querer mudar, desgastado pelos erros
Parece que estou entre espelhos
 Desgastados pelo tempo

Calçadas paralelas com meus anseios
Escutam minhas histórias manchadas
De orgulho, seguro meu sorriso
Desgastado pelo tempo

Quando tudo é o mesmo
Parece ser do mesmo jeito
Me engano, é só o meu desejo
Desgastado pelo tempo.

Daniele Vieira

*Inspirada na música Worn Down By Time do artista Marcus Foster.

22 de dezembro de 2012

Estava, Estiveste Lá


Estava lá, estiveste lá, com esses olhos
Amêndoas a me encarar... Estiveste lá...
Esperando, me cansar de esperar
Estava lá, meus ambares a piscar sem parar...
Diante de minha nublada vista, eu estava lá, dançando
Sem mover-me... Cantando de boca fechada... Olhando
Com as pálpebras entreabertas. Estiveste lá, ao meu lado
Me encarando, com suas amêndoas me assustando...
Caindo entre outros desejos, eu estive lá, usando com repúdio
Minha aflição... Eu estive achando que já... Já bastava de querer
Ali estar... De querer impregnar palavras com um senso só meu.
Eu estava lá, tu estiveste lá, com esses olhos... Que fiz questão
De não enxergar... Deslizando no salão, murmurando repressões
Envenenadas de orgulho, olhando para os cantos, não achando uma
Solução, que sempre estava lá, estiveste lá, só era fechar os olhos devagar...

Daniele Vieira

12 de dezembro de 2012

Saciar-me


Saciar-me com equívocos imaginários
E acalentar-me com hipóteses utópicas
Da onde sugiro-me esquecer afagos e
Descasos, voltando-me para dentro.

Entre pétalas no desabrochar doentio
Desfecho esse enredo um tanto peculiar
Dentre certezas exóticas e direção holística
Sigo para outra imensidão de conhecimentos.

Dança, flor rosa... Dança, que já é hora
De partir, de exalar, de deixar ir a outrora
Sentir o novo invadir e com novos barulhos
Espantar o mal que me rodear. Saciar-me devagar.

Daniele Vieira

2 de dezembro de 2012

Decepções Por Vênus


     Tenho aversão a decepções. Por isso muitas vez sou indecisa e mergulho em inúmeras possibilidades, procuro até me cansar um jeito de não me machucar e não machucar os outros - o que raramente acontece. Sabe aquele lance de agir antes de pensar? Não, não é comigo meu bem. Posso até agir errado, mas foi porque não escolhi bem entre meu leque de possibilidades, sendo que uma das cartas seria o  "não pensar". Procuro o porquê de tudo e em tudo, e isso me tira do sério. Até eu compreender uma questão e os motivos que levaram ao desfecho, não me sinto bem; e até parece uma reação da matéria contra a consciência. Meu próprio corpo manifesta pedindo por esclarecimentos para que a justiça seja feita.
      Não nego que um dia escrevi "O amor é o sentimento que mais me fortalece", mas também é o que mais me consome. Amor próprio, amor carnal, amor fraterno e amistosidade (forma mas elevada do amor), me matam aos poucos. Decepções... Antes mesmo de selecionar, antes mesmo de pensar antes do agir, eu estive/estou a submissa à Vênus, à formalidade, à elegância. De tanto evitar me envolver com coisas, pessoas e estudos, sem fundamentos, o amor se torna algo inatingível e logo, meu amor se torna platônico.
     Idealizo as coisas, planejo, estruturo, suspiro, e volto a idealizar. Não que eu não seja correspondida, pelo contrário, não sei corresponder aos anseios dos outros. Sou indecisa demais e vivo procurando o caminho certo, a resposta certa, que muitas vezes, a minha reação não é "espontânea". Não me culpe, culpe Vênus por me reger. Esse minha mania, meu defeito, me decepciona e eu tenho pavor a decepções. Gosto de idealizar, deve ser por isso que amo escrever, é a forma mais fácil que consigo ser "espontânea". 
      E ser/agir espontânea não tem nada haver com ser eu mesma, já que quem eu sou é bilhões de vezes mais racional. A palavra é empregada errada, afinal, eu raciocínio ou me mantenho alerta voluntariamente, tendo como exemplo a consciência e a intuição. O "acontecer por acontecer" se parece mais com um erro que trará consequências do que uma reação espontânea. Agora sentimentos são espontâneos, tão naturais que você mal percebe quando eles crescem e invadem seu coração... E isso é mais uma decepção do que uma confidencia. Saber que não sou imune e no fundo acabo reagindo de acordo as expectativas das pessoas normais, não agrada. É mais um inimigo que tento derrotar todos os dias, posso ser indecisa mas quando me decido, não tem volta e isso eu não tenho aversão. Eu não tenho aversão a tentar ser uma pessoa melhor!

Daniele Vieira

1 de dezembro de 2012

Chega


Chega de palavras complexas
Chega de sonhos perdidos
Chega de amor e suicídio
Chega de esperanças incompletas 
Chega de chega e chega...

Daniele Vieira
10/02/2012

22 de novembro de 2012

Especial de Ducentésima Postagem: Música Favorita


LOVE COMES
by The Posies

Oh baby you're too pure
You're too pure for this wicked world
You data's uncorrupted
But does something skip inside you?

That's what takes up time in your life
Add up the sum of the slights and
Sooner or later...
Love comes inside you, gets behind you
Takes you under it's wing
Is it some kind of function?
A reconstruction of what you've always been?

Sense memory, that's so passe
Is that what passes for vision these days?
I engineer no strageness
I don't have tha't modern streak. 

What fills up this space in your life?
Does the sum of the slights hurt?
Sonner or late...
Love comes inside, gets behind you
Take you under it's wing
Is it some kind of function?
A reconstruction of what you've always been?

Time can't hurt you
I can't be bothered to get you alone in this world
You can do it yourself, 
But make your ends know to your means and your lovers...

Drop your guard, get over yourself
Kick your shoes to the floor and
Run from your cover, 
Run to the other side of your head
And I'll stand right by you

Love comes inside you, gets behind you
Takes you under it's wing
Is it some kind of function?
A reconstruction of what you've always been?

Time can't hurt you
I can't be bothered to get you alone in this world.

Minha música predileta desde 2008.

Por Tudo


Sonhos
Por todos os sonhos 
Que tornaram realidade.

Flores
Por todas as flores
Que floresceram palpável.

Mãos
Por todas as mãos
Que seguram firmemente.

Esperanças
Por todas as esperanças
Que nunca desaparecem.

Tudo
Por tudo
Que acredito.

Paz
Por toda paz
Que ainda existe.

Daniele Vieira

18 de novembro de 2012

Alcança A Perfeição



O imperfeito se tornará perfeito.
O curso se tornará reto. 
O vazio se tornará preenchido.
O desgastado se tornará novo.
Com pouco, obtemos “Isso”. 
Com muito, dele nos afastamos.
Por essa razão o sábio abraça o Um e, 
Desse modo, torna-se num exemplo para o mundo.
Ele não deseja irradiar luz,e justamente por isso é iluminado. 
Ele não superestima, e justamente por isso se destaca.
Ele não se vangloria, e justamente por isso tem mérito. 
Ele não se enaltece, e justamente por isso é superior.
Ele permanece no não lutar, e justamente por isso ninguém pode vencê-lo.
Como podem ser vazias as palavras que diziam os Antigos: 
“O imperfeito se tornará perfeito”? 
Quando alguém alcança a perfeição, tudo vem a ele.

Lao Tse
Livro: Tao Te King, capítulo 22.

17 de novembro de 2012

Saudade Constrangedora


É de tempo, essa saudade constrangedora.
Admito que minha razão tem sido testada
E meu juízo esteve de mãos dadas com a fé,
Com essa dor inesgotável em meu peito.
Só pode ser pelo desapego. Só pode ser
De falta de estímulo; como se pudessem me
Medicar com poesias carismáticas envolventes.
Tenho carência de épocas passadas, de tudo
Que não vivi e que ainda vou viver.
Mas sou ansiosa... E me perco pensando e
Migrando nas minhas utopias encantadas,
Enfeitiçadas pelo que almejo, pelas minhas futuras
Realizações tão imprevisíveis. De tudo que sei,
Na verdade sei muito pouco, antes que, um pouco
De tudo é o necessário e algo mais. É de tempo,
Essa mania de criar, esquecer e depois relembrar...
Sorrindo em deleite, com outra saudade constrangedora.

Daniele Vieira

A Evolução Da Forma


A Evolução Da Forma

Toda forma que vês
tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
Se a forma esvanece, não importa,
permanece o original.

As belas figuras que viste,
as sábias palavras que escutaste,
não te entristeças se pereceram.

Enquanto a fonte é abundante,
o rio dá água sem cessar.
Por que te lamentas se nenhum dos
dois se detém?

A alma é a fonte,
e as coisas criadas, os rios.
Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
Tira da cabeça todo o pesar
e sorve aos borbotões a água deste rio.
Que a água não seca, ela não tem fim.

Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti,
para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser isto segredo para ti?

Finalmente foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo; um punhado de pó
vê quão perfeito se tornou!

Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.


Passa de novo pela vida angelical,
entra naquele oceano,
e que tua gota se torne o mar,
cem vezes maior que o Mar de Oman.


Abandona este filho que chamas corpo
e diz sempre Um; com toda a alma.
Se teu corpo envelhece, que importa?
Ainda é fresca tua alma.



Jalal ud-Din Rumi
Poeta e místico sufi do século XIII

27 de outubro de 2012

Orgulho


Outubro, divide minha vida e me leva até quem eu sou.
Orgulhosa. Talvez pense que exagero, mas é verdade
No fundo me encontro em um depósito de orgulhos
E a humildade passa na frente, derrubando obstáculos
Mas no fim, o orgulho fecha todas as portas, todas as
Oportunidades, todos os sonhos, todas as esperanças.
Olha que outro outubro como esse não quero, prefiro
Outono queimando em primaveras infantis, aliás já tenho
Dezessete primaveras. Eu nunca pedi por muito, mas
Agradeço pelo que tenho, eu nunca desejei tanto outubro
Com tanto orgulho, que me vejo quebrado em estilhaços.
Amo com tanto sôfrego e idolatria que a contemplação
Vira minha inimiga distante. Tive dores no joelho...
E esotericamente, significa estar com muito orgulho e ego.
Logo eu, que achava que me policiava de tais pecados da alma.
Percebi que estive o ano todo assim, esperando os outros
Agirem por mim, para me poupar se arrependimentos.
Tenho pavor à arrependimentos instáveis. Me tornei segura,
E adotei o orgulho como um escudo. E eu me arrependo disso.
Nos próximos dias estarei reatando-me, mas na verdade,
Apenas em novembro que o mar vai acalmar, e quem sabe,
 Talvez, meu orgulho se afogue, no vai e vem das ondas, devagar...

Daniele Vieira

29 de setembro de 2012

Contando Devagar


Devagar, contando os dias... 
Tormentos borbulham em minha cabeça. 
Já não sei, ao certo, o que é esse incomodo. 
O que eu posso fazer? 
Se minhas ações não demonstram tal sintomia
Com o que ando afirmando... Devolva-me 
As minhas antigas quimeras. Ah, se o caminho certo aparecesse... 
Aparecesse  aqui perto, eu saberia que não estou me levando 
Para mais um equivoco, nem para mais uma ilusão. 
Acho que no fundo, nunca cruzei com o amor
De verdade... Apenas paixões que se afogam com o tempo.
Esse será meu castigo? Meu pecado é posto como aprovação
Cármica, e depois de dar o meu melhor
Para sentimentos tolos, futilidades, para machucar e curar
Frequentemente ordinário... Meu carma ordinário...
Devagar, contando o que acho que sei. 
Não posso evitar esse gosto amargo do inevitável,
Nem o doce de outro afago, de outro atalho para o amor.

 Daniele Vieira

22 de setembro de 2012

Rosas Vermelhas


Rosas pálidas no enlaço do cabelo, gracejam memórias
Mas isso não é minha oportunidade, é apenas mais um afago
Um suspiro contra o tempo, outono me vem de acalento
Doce poesia, antes mesmo de permanecer vazia, desfaz
Murmúrios impregnados entre meu alcance, doí a fantasia
Ver-me vermelha, timidez altera minhas reações, tira a cereja
Dentre rosas vermelhas, o branco deseja, negligências hipotéticas
Sendo o importante derramado no esquecimento periódico 
Estive tão doente. Estive tão diferente, tão na minha, tão libriana.
Sempre sem direção, minha solitude já não é suficiente.
Rosas prometem dificuldades, prometem breve afeição 
Mas é complicado, viver entre rosas sendo lírio.

Daniele Vieira








16 de setembro de 2012

Inventar Verbos


"Pode inventar verbos? 
Quero dizer-te um: 'Eu te céu',
 Assim minhas asas estendem enorme
Para amar-te sem medida."

Frida Kahlo

10 de setembro de 2012

Rouxinol Violeta


Setembro, me lembro daqueles versos flamejantes...
Da íris sedutora e dos olhos sôfregos tanto a piscar
Paz, ali, aqui, agora. Ora, rouxinol violeta deseja,
Ávido como sempre, deita o outono em cores...
Ah, como estou sentimental... Sem estrofes,
Sem rima, apenas o eco para me dar respaldo
E a liberdade caí com as folhas do meu outono
Preciso estar presente, preciso de setembro ciente
E de minha vida, preciso da cor roxa para o violeta.

Daniele Vieira



5 de setembro de 2012

1 de setembro de 2012

Olá Outono


Livre. Agora posso respirar essa alegria
Ora outono, tão meu, aquece meu coração
Me acalenta de todo desespero, me acalma
Essa doçura boa que invade minha alma
Traz tranquilidade para meus sentimentos
Me sinto segura, pronta para outra aventura.

Daniele Vieira

Bom Dia Setembro


Finalmente posso suspirar meu verdadeiro outono!

Daniele Vieira

31 de agosto de 2012

Matando Meus Escrúpulos II


Eu fui imprudente quando me entreguei para esse escuro imortal
Para viver nesse breu em troca de conhecimento... Me afogo nas
Mentiras espirituais que me amarram nessas lembranças obséquias...
Eu arrisquei meu orgulho para poder ver melhor, para poder escrever
Mas os meus dedos estão muitos engelhados para tocar essa música
Minha mente está embriagada com conhecimentos alheios, será que me 
Enganei? Entre todos esses seres ocultos em quem devo confiar?
Começo a cerrar meus olhos, me afundar no profundo, nos meus medos
Não posso negar a possibilidade da existência, como não posso negar
Esse coração falhando em mar aberto... Eu devia estar mantado meus escrúpulos
Mas o paranormal me atrai e me assusta. Sinto dor e repulsa. Como sou ingênua
Por deixar me levar a outra virtude imperfeita... Está frio e meus olhos
Permanecem fechados, deveria ser menos curiosa, deveria respeitar o ciclo.
Mas está tão escuro para pensar em comportamento, quando na verdade
Os conhecimentos oscilam querendo infiltrar na minha consciência...
Selecionar, preciso selecionar antes que seja tarde de mais.... Tarde para
Afogar uma devoção desviada da luz, de tantos escrúpulos aqui estou 
Acordando desse transe, assustada com o mundo, com o desconhecido.
Yabamiah me protege e já me sinto segura... À ele, ao meu príncipe e à Deus
Minha devoção sem escrúpulos, minha fé ardente, minha única virtude perfeita.

Daniele Vieira

30 de agosto de 2012

Matando Meus Escrúpulos I


Uma brisa assoprou nos meus ouvidos, murmúrios apunhalando sentimentos
E aquela dor era reconfortante... Era de sair da minha utopia atrás de desejos...
O inverno me pegou de surpresa, me pegou crescendo no profundo,
Me pegou matando meus escrúpulos. Matando minhas alegorias imperfeitas.
Já não me basta essa sensação, já não me segura essa comunicação com o além.
Deito-me nessas ideias naufragadas, giro-me no equivoco e me embriago
Nas lágrimas que abastecem esse mar de esperanças, me espelho nesse ser
Sem paradoxo intelectual... Como queria que eu saltasse para esse outro mundo?
Queria que eu caísse nessa artimanha? Me afogo entre flores amargas...
Eu quebrei minha promessa. Eu sinto. Eu arrasto essa dor até em minha exaustão!
Quando o que eu mais quero é que meus pés toquem no chão! E que o calor
Da terra me fizesse cair de joelho perante a realidade e olhar para todos
Esses fantasmas que me cercam, não temendo nenhum. E não me machucar
Com outra desculpa, com outra incapacidade de admitir que eu errei...
Por isso estivesse matando meus escrúpulos, para que não virem virtudes imperfeitas.

Daniele Vieira

21 de agosto de 2012

Segurar Sua Mão


Segurar sua mão, seria metáfora de desamparo
Quando na verdade, as indiretas já se tornam
Obséquias em minha prosa, inadequadas para você.
É difícil achar outro jeito de viver, sem estar
Espreita na tua estante por todo instante. Ora essa!
Difícil é de se entreter quando o foco ainda é o equivoco
Segurar essa mão atada é machucar o meu orgulho...
Aquele que eu jurei e juro ser um defeito da alma
Mas o que importa é não fraquejar, sem abreviatura
De modos, quero vida, quero paz, caleidoscópio maroto!
É deixar agosto, à gosto, embriagar sem desgosto.
Recomeça, muda de ideia, parta por ventura,  rumo á utopia!
Desamparando tua mão, segurando a dor do sujeito melancólico.

Daniele Vieira 

17 de agosto de 2012

Amarelo Duelo Belo


Gostaria de fazer todas essas lembranças irem embora
Mas me trazem de volta e eu não posso evitar de pensar 
Naquele que me afasta de ti, e eu não posso fazer nada
Meu Agosto, eu peço desculpas pelo jeito que eu te tratei
Mas eu tive que ir embora, e já parece que tudo anda
Em seus eixos, Sol ilumina amarelo, desata esses velhos elos
É verdade, não me dou muito bem com palavras, irônico né?
Quem sabe sou melhor na dança, na música, no ritmo poético
Ou quem sabe eu sou bem pior! -risos- Eu só sei que eu gosto
Desse reflexo da arte, da vida, da fantasia, me fascinam como feitiço
Florescem entre meus medos, esse pedaço de alegria e isso me contagia
Amarelo, amar o belo, me preparo para esse novo duelo.

Daniele Vieira


14 de agosto de 2012

Muda A Direção


Na paisagem, permaneço alheia as minhas decisões precipitadas, 
Eu me lembro bem de como cair nesse lugar, como criei essa atmosfera
Como deixei de sentir o sossego, aprendi com os meus erros que o 
Que importa é nunca deixar de mudar, quem não muda a direção,
Também não muda o carma. Sente como isso é doce, ter seus sonhos
Trilhados pelos passos das suas conquistas, você tem que alternar seu destino
Nem que seja inevitável, uma força sempre vai estar ao seu favor
Uma força chamada curiosidade. Do jeito que estava a minha única alternativa
Era fugir dessa agonia, me livrar dessas frágeis inconstâncias alteradas
Se livre fico, se possuo meu livre-arbítrio, logo não há motivos para ficar.

Daniele Vieira

12 de agosto de 2012

Adeus


Adeus, meu prestígio foi silenciado
Segure esse corpo desencarnado
Abrace essa solidão no peito turgida
Beije os lábios no silêncio, enquanto
Exijo que deixe-me nas minhas mãos poetas
O violino e aquela canção desperdiçada
Adeus os cegos olhos aterrorizados
Seja o reflexo do estreito desejo de realização
Oh, como desejo deixar de ter coração
Frágil e sentimentos apaixonados, adeus 
Á Deus só resta minha devoção.

Daniele Vieira 

9 de agosto de 2012

Roxo No Vermelho


Meu amor, amora, roxo nos lábios
Lábios, sábios, entreabertos avermelhados
Apalpa a amora, se desfaz em pontos lilás
Lilás, às de copas, de amor à amora
Mora um sentimento, sangra vermelho
Roxo no vermelho, me enche de desejos
Te faz cair de joelhos, agora suga desfechos
Delira por inteiro. Cacho, cacheado, amor enrolado
Sorrir com o cacho de amora!
De tantas ideias, suspira cansada, no pé deitada
Ora, amora, agora vou embora... Resta nostalgia,
Encanto cigano, boêmio por engano e um adeus leviano.

Daniele Vieira

8 de agosto de 2012

Dança-Me


Dance comigo esta última vez, a mesma dança que tentei e tentei te ensinar
Me tire desse pânico, me guie e dance até em ti me sentir segura
Dança-me até o fim da dor, até o fim do inverno, vem primavera... 
Agora esqueça de tudo. Esqueça do mundo, esqueça seu nome...
Esqueça da vela que nos ilumina e da chama que nos chama sussurrando sutil
Deixe nos inspirar com os movimentos da Babilônia, deixe nos tentar deixar
Dança-me, comigo, minha música predileta. Só eu sei qual é o seu limite...
Roube as palavras que estão na ponta da minha língua, roube minha poesia
Que errantes estão caindo em paradoxo sem fundamento, sem música, sem você.
Coração blindado para o amor, coração batendo por compaixão, batendo por amor à vida.
Não me importa, eu sei a verdade, sei que tudo isso é alguns passos idiotas
Eu sei que essa dança machuca, eu sei que isso doí... É que ultimamente a dor
Tem sido o meu único sentimento verdadeiro, então dança-me até o florescer.

Daniele Vieira






5 de agosto de 2012

O Que Há De Mim?


Refrata-me, esse suicídio da moral... Essa desculpa derramada
Desde que eu voltei, desde que eu segurei outra vez sua mão...
 Agora, o que há de mim? Que há além desse vazio bagunçado?
Nada me tira desse desfecho e ainda doí, mas de forma auspiciosa...
Galanteio Agosto. Esqueço por de novo... Espelhos e fumaças
Respiro e sinto no meu Parecer-Ser. Ora, se não escreve, não me esquece?
Se não escrevo, não te esqueço? A vida e as imperfeições. A vida e você.
Eu e minhas falsas intenções refletidas em desculpas derramadas no bucólico
Poderíamos aspirar essa áurea campestre, esse vazio celeste, esse quebra-cabeça
Ainda que diga, meu florescer ainda tardia e minha aurora boreal chora...
 Agosto, á gosto, teu gosto, agora teu rosto... Falecendo do triunfo como 
As dores do amanhecer, mas saiba que antes o orvalho veio me acolher.
O que há de mim? Que há além desse vazio que preencho com poesia?
O que há de ti? Que me machuca sem saber como machucar?
Há em mim, a repressão lírica e suicídio da antiga moral.

Daniele Vieira

3 de agosto de 2012

Alcançaria A Lucidez?


Se eu morrer jovem, minha mente alcançaria a lucidez?
Quando mais uma vezes as minhas teorias me confundem...
Esse últimos tempos tem sidos tão curiosos e esclarecedores
Estou acreditando cada vez mais que cada pessoa nasce com:
Plenitude plena, procedimentos claros e atitudes espiritualmente superiores.
Bem, quem sou eu para falar dos outros? Vou pegar um dos meus exemplos:
Quando era pequena rejeitava carne vermelha. O gosto não me agradava e eu
Tenho pavor do meu próprio sangue, quanto mais os dos outros seres vivos.
Apanhava por deixava de comer algo que para outras pessoas é "essencial"
E há mais de nove anos eu não consumo carne vermelha, por nojo e desgosto.
Hoje, já faz quase 2 semanas que virei Vegana!  Sou contra a qualquer
Tipo de maltrato ao animal, seja ele classificado como "racional" ou "irracional"
Não consumo nem derivados como o leite, o mel, o queijo e etc. Bem,
Minha Mãe me pediu desculpas por eu já ter nascido com essa consciência, 
E ela ter me impedido e só depois de tanto tempo, ela chegou a essa nova atitude.
Então, quando ela falou para minha pessoa sobre eu já ter nascido com esse
Nível espiritual mais elevado, cheguei a conclusão, a uma nova teoria:
Nascemos com instintos evolutivos e superiores sendo serem conscientes de alma,
E o nosso convívio com os seres terráqueos que foram já nascidos por regras 
Extremamente impulsionadas por ego, orgulho e de pessoas que achavam
Que deveria delatar as regras de conduta para a vida, se importando apenas
Com o próprio investimento pessoal e lucro material. Então somos alienados 
Pelo século e a sociedade capitalista (modernidade), ficamos cegos e no meu exemplo
Não precisamos comer cadáveres para sobreviver, com o número de grãos que são utilizados 
De ração para a produção de gado, poderíamos acabar com a FOME MUNDIAL.
Logo, tentando não embaralhar mais essa teoria:  Nascemos conscientes, perdemos
nossas noções de respeito e igualdade por sermos obrigados a seguir as noções
Do mundo em que vivemos, permanecemos alienados por anos, décadas, até que 
Quando envelhecemos achamos que estamos ficando mais SÁBIOS, quando na verdade
Apenas acordamos dessa alienação social, capitalista, egocêntrica e popular.
Então eu questionei o "certo" e descobrir a verdade, ser Vegana é tão bom.
Minha mãe fez uma receita maluca de bolo sem ovo que ficou maravilhosa.
Nascemos com consciência na alma, a sociedade a esconde e só depois de velho 
É que as pessoas a acham. Esse é só um exemplo pessoal em meio de tantos outros.
Então, se eu morrer jovem ou velha, minha mente já vai ter alcançado 
A verdadeira lucidez, ou pelo menos boa parte dela!


Daniele Vieira

31 de julho de 2012

Dores Esmaltadas


Dores esmaltadas, distribuídas pelos fósseis persistentes 
E entre as ondas e os espelhos, desgasta essa agonia 
Mas mesmo dure ela, mesmo que arranque à pele
De ruptura lhe dói os desejos fragmentados pela loucura
Ela jazia oca, de decoração morta na praia
Na vida nunca teve orgulho, nem o prazer da satisfação
Mal alguém lhe nota, mal é integrada, sempre
Está coberta de ideias mirabolantes, quando fita o mar
Enlaça seus sentimentos com o dele, como se completamente
A dor passar, o frio passar e o vento estilhaçar o triste
Sente o vibrar do mar ecoando em sua solidão
Solidão que feliz fica se transforma em solitude.

Daniele Vieira

O Que Quer Chegar


Agora que chega, o que quer?
O que fascina? Desesperada entrega
Sempre se distrai com o prazer
Altos e baixos, mas continua estável
E nunca tem certeza do que quer
Desmoronando-se nas manhãs
Falecendo em vozes na minha cabeça
Equilibra com a tal de ansiedade
O que quer? Com esses olhos petrificados
Eu quero escolher aonde vou chegar
Eu quero escolher deixar, deixar o destino me levar
E lá não ficar, e não me prender aonde chegar
Mas sim aonde começar novamente.

Daniele Vieira

29 de julho de 2012

Rosa Cheirosa


 Olha as rosas ali que perfeição
Minha alma sorriu por inteiro
Mas que sentimento caseiro
Outra alegria para o coração

Nem venha com descontento
Flor delicada, rosa cheirosa
Florescer que a espera ansiosa
Naquela esperança de ter talento.

Daniele Vieira



Me Sinto Sufocada


Me sinto como se estive sendo sufocada
Por toda essa impaciência, todo esse não pensar
É triste mas tenho que encarar a realidade 
Eu dependo das pessoas, dependo do amor
Mas não correria o risco de confiar por demais
Nem de tentar ser o que eu não sou...
Ultimamente, penso: Quem realmente eu sou?
Se alguém perguntasse minhas características
Não saberia dizer. Ao máximo seria :
"Ah, visita me blog!" ou "Eclética"
Me sinto sendo sufocada, quem eu sou?
Se todos somos diferentes com diferentes pessoas
Se todos somos bons e ruins com quem queremos
Quem somos de verdade? Qual é nossa identidade?
Quando no fundo eu sei o que eu gosto, o que eu aprecio
Devo afirmar que todas as pessoas tem seus lados
E decidimos como ser, como agir, com quem queremos
Me sinto sufocada, me sinto com os medos do julgar
Preciso de alguém que me ajude a respirar.

Daniele Vieira

Pensamentos No Tardio


Pego pensamentos dançando no crepúsculo tardio
Relembrando sentimentos inválidos e sonhos deixados
Aquela aurora, aquele perfume, aquela estranha poesia
Como eu queria que um dia tudo se realizasse tal como
E os pensamentos dançam e salteiam no meu coração
Deixando-me cheia de perguntas, cheia de curiosidade
Será? E se? Quando? Por onde anda minha criatividade?
Cativa estímulos por desculpas, e tudo isso não é nada
Nada parecido com os meus pensamentos no tardio.

Daniele Vieira

25 de julho de 2012

Tudo Muda


É agora foi pra valer! No dia 21 de julho de 2012, virei vegana.
Não consumo mais nada que seja resultado do maltrato ao animal.
E é claro, não foi tão difícil assim como as pessoas pensam...
Eu acho que é porque eu me adapto as circunstâncias muito rápido
Ou deve ser por que já não consumia carne vermelha faz 8 anos
E um das minhas metas era virar vegetariana quando crescesse mais...
Porém o inevitável é danado consequente, não é? Provas e mais provas
Me deixaram pasma, mal conseguia acreditar nas loucuras humanas
Nem na violência com seres que nunca fizeram mal para a humanidade
Já passa 5 dias e hoje é que me coração aquietou-se, aqui não é lugar
Para discursos políticos, ambientais mesmo eles sendo éticos e morais
E é difícil... Mais o desapego é fácil e é bom por demais tirar esse fardo
Ouso dizer que como até melhor que antes, muito mais saudável!
E a opinião alheia? Não me falta. Ninguém quer acordar para realidade
Ninguém quer amar para depois ser amado. Ninguém quer deixar
Algo que a sociedade capitalista diz que é bom e nutritivo. Quando, 
Ora quando, podíamos acabar com a fome mundial! Acorda sociedade!
Acorda meus irmãos, por que eu já passei na minha aprovação
E hipocrisia não é mais solução para quem não quer deixar prazeres
Quem come cadáveres, não se ofenda de ser chamado de cemitério ambulante.

Daniele Vieira

PS: A página "10 curiosidades da autora" já foi atualizado no dia 23/07/2012! Agora são 11! (:

16 de julho de 2012

Vazia


Sendo sincera, esses tempos estou me sentindo com um vazio
Meu coração não dói e  minha mente não especula o passado
Vazia, sem expectativas, sem argumentos, sem desculpas, oca
Criatividade, cria ainda, mas não cativa. Sintomas de introversão
Na verdade é eu que não tenho algo interessante para pensar
Inspiração pra quê? Quando tudo que eu preciso é me livrar
Da dependência social. Vazia, vazia, vazia... Deixo de ser minha
Sou do silêncio, do eco, da ressonância. Mas assim preciso ficar e
Me sentir vazia para aquietar o que não me deixa me valorizar.

Daniele Vieira

8 de julho de 2012

Xícaras de Inspiração


Precisa-se de uma xícara de inspiração
Mais de duas colheres de açúcar
Diferentes especiarias, algo cativante
Alguma dose de autoestima psicótica
Talvez três gotas de criatividade cósmica?
E na parede borbulha e derrama a paisagem
No branco, manchado de sombras, vem caos
Espera por esperança, por passar na peneira
Xícara de inspiração, chá já vos jaze, café cadê a fé?
Doçura cristalizada, estigma em eclipse visual
Deixe brilhando, afogando, xícaras na meu coração
De tudo que eu preciso, preciso mais de você.

Daniele Vieira

4 de julho de 2012

Orvalho


Pela graça na manhã as gotas de orvalho ainda permanecem desacordadas
Se a natureza não ensina, fica difícil de decifrar aqueles hábitos alarmantes
Timbrando no descompasso de memórias forjadas em patamares de falsa nobreza
Antes que acreditasse, que você é aquele que concerta os galhos estranhos
Não te convence que nessa atmosfera o estranho seja belo, tudo que é utópico
Cria forma aonde o orvalho há de cair três vezes, desamparo, desliza e desapega.
Escorrega, purifica, deixa, deixa cair, deixa curar... Revigora as forças interiores
Antes de eu perceber elas acordam e em um suspiro elas caem, sofrem de desapego
Sofrem de liberdade, sofrem de mutação física, sofrem de deixar de sofrer.

Daniele Vieira

24 de junho de 2012

Espreita Na Tua Estante


De tudo um pouco, um pouco de música espreita na tua estante
Um pouco de dança entre tuas nuances, derrete no delírio do florescer
Brota melodia na minha antiga primavera, como se eu ainda estivesse nela
Sempre assemelha com aquele perfume, aquele amargo nardo me embriaga
Pelos os meu sonhos, termina em desfecho com aquela dança caleidoscópica
Lembras dela? Aquela que tentei, tentei te ensinar, tentei criar nosso único igual
Fortifica o desejo de decadência neste coração muchado, é certo que a música
Encostou naquela estante, naquele instante, na minha próxima desculpa doentia
Me deixa permanecer aonde me permita esquecer, me deixa espreitar palavras,
Espreitar os sentimentos, outras dúvidas antes que tua estante desmorone
Um pouco, só um pouco de música, trilhando essa queda dançando
Deixe me dançar nas tuas lições, deixe me espreita na tua estante.

Daniele Vieira

Simetria Borboleta


Simetria, medo, aflição, estímulo, todas minhas falhas vão embora de algum jeito
Não tenha medo, o tempo passou e a perfeição estátua eternizou a força interior
Mais detalhes, mais coincidência, mais anos, borboleta inspira outro Mandala
Completa com cores e outras promessas de como chegar a sintonia do voo
Asas declinam sobre o céu arranhando os desejos de gringos aspirantes
Mais mesmo que a intenção seja pura, o teu segredo manchou tuas asas
Voa, voa, voa se não me conhece... Tua simetria borboleta me inspirou
Encantadora derrota cultiva o calor da vitória, se não me pergunte o porque
De todos os meus estigmas serem rotulados como manias assimétricas
Do seu lado, lado a lado, vermelho sangue mancha minhas assas por simetria.

Daniele Vieira

18 de junho de 2012

A Cor Desse Ano


    Se me perguntasse qual é a coisa que mais me intriga esses tempos, a resposta seria breve e duvidosa "Eu ainda não sei qual é a cor desse ano". É até dá para meus leitores opinarem, aliás já até comentaram "Pensei que fosse lilás" ou "Ah, eu achava que era azul de novo"; mas a verdade é que eu não sei. Não me atreveria a não comentar a respeito de minha escolha ainda mais quando ela deve ser explorada ao máximo nesse meu sentimento e na minha poesia. É estranho argumentar sobre certas regras que imponho sobre eu mesma, geralmente elas são aceitas como uma superstição ou uma obsessão pelo incerto. Mas tudo isso se trata de que? De uma mania estranha de escolher cores anuais ou a pressão de não conseguir escolher uma ou até, talvez, um medo do não escolhido, do não planejado? Acredito eu que essa história de cor, é mais um reflexo do meu mar de ideias, muitas combinações e pouca vitalidade e confiança. Agora fica esquisito não debater sobre essas pequenas frustrações que me ocorrem sem um motivo lógico, se crio/ ando criando uma nova etiquetada devo trocar todas as outras ou só a minha? Será que na minha forma de anti generalização eu já esteja generalizando? Mas que cor seria minha sem ser generalizada? Qual é a cor que pode florescer sem ser ousada? Eu não sei. Eu não tenho respostas, a cor lilás tem aparecido muito nesse ano, amarelo tem me alegrado e o azul, ah esse sempre vai ser predileto. Viu como é intrigante? E talvez eu ainda não tenha certeza até o final do ano.

 Daniele Vieira 

14 de junho de 2012

13 de junho de 2012

Tri-râmedes


Tri-râmedes, propan-luz, reflet-ri-râme-des
Raios radiados embriaga no lilás dos lírios-lira
Sombreando pontri-lhados ilhados nesse véu
Ora, se paraquebra tangência entre impressões
Talvez esteja tri-diagonal, tri-râmedes, tri-mentes.

Daniele Vieira

10 de junho de 2012

Eu Agora Me D-Desejo


Eu caí como neve nesse verso desestruturado
Eu caí de joelho como mais uma garoa numa necessidade
Eu caí sem firmamento como uma flor sem suas pétalas

Agora já não deliro nesse escrúpulo que me refratou
Agora já é um outro amanhã, para afogar os sonhos nos seus olhos
Agora já me deixa em pedaços, como eu posso ficar mais próxima?

Me dei o Sol, me preencha com o verão que nunca vem
Me mostre como eu posso transbordar algo que me questiono
Me enfeite com os raios que dançam nas copas das árvores

De gotas em gotas, eu esperava encher esse infinito oceano
De detalhe em detalhe, eu esperava ser o que desejava ser
De desejo em desejo, eu esperava que o céu não parecesse tão longe.

Daniele Vieira